Imagine chegar a Lisboa, capital de Portugal, depois de um longo voo. Ao sair do aeroporto, está um motorista à sua espera, o transfer decorre sem demoras, o hotel já tem o check in preparado, e mesmo sendo noite tardia, o seu jantar e do restante grupo, está assegurado. No dia seguinte, depois de uma noite de descanso, o guia aparece à hora certa, as visitas parecem decorrer e encaixar naturalmente. Para o cliente, tudo flui de forma simples e sem esforço. É exatamente essa perceção que um programa bem organizado deve transmitir.

No entanto aquilo que o cliente vê é apenas a parte visível. Nos bastidores, existe um trabalho extenso de planeamento, coordenação, organização, e gestão, que se inicia muito antes da chegada ao destino. Cada transfer, cada hotel, cada refeição e cada atividade planeada, depende de uma equipa de profissionais, fornecedores e parceiros, bem como, decisões tomadas previamente.

Neste contexto, uma empresa de DMC (Destination Management Company) assume um papel de grande relevância. Mais do que um simples fornecedor, um DMC é um parceiro local que garante fluidez dos processos, a segurança da operação, destacando-se ainda como um “tradutor da cultura local”.

Ao longo deste artigo, desvendaremos os bastidores do trabalho dos DMC´s, desde o primeiro contacto até ao após a viagem. Ficou curioso? Então, venha conhecer todas as etapas.

1. Quando faz sentido contratar um DMC?

Cliente e profissional de DMC ao telefone

Faz sentido contratar os serviços de uma empresa de DMC, sempre que a viagem envolve várias etapas complexas que têm de funcionar em conjunto de forma fluída e organizada. Em programas de grupos (famílias, amigos, trabalho), em viagens de incentivo, ou eventos corporativos, a gestão deixa de ser apenas uma questão de reservar hotéis ou transportes. E passa a ser uma questão de garantir que no itinerário todos os pontos estão interligados e que o cliente possa desfrutar melhor da viagem.

Por exemplo, imagine uma empresa dos Estados Unidos que traz 25 colaboradores à cidade do Porto, para realizar um programa de quatro dias. O grupo chega em voos diferentes ao Aeroporto Francisco Carneiro, durante a manhã, e fica hospedado num hotel de 4 estrelas no centro da cidade. Além disto, no programa estão incluídos um jantar de boas-vindas numa cave de vinho do Porto, um dia completo no Vale do Douro, com almoço numa quinta de vinhos e passeio de barco, além de uma atividade de teambuilding no último dia.

À primeira vista, pode parecer que é apenas necessário contratar o hotel e transporte, mas rapidamente surgem várias questões. Quem coordena os transfers de diferentes voos? Como garantir que o autocarro está no lugar certo para levar o grupo ao Douro após o almoço? Quem confirma a disponibilidade da quinta para o almoço e do passeio de barco? É precisamente aqui que vale a pena contratar os serviços de um DMC. Em vez do cliente ter de gerir tudo isto sozinho, um DMC centraliza toda a operação. Ao coordenar tudo, deixa os visitantes aproveitarem ao máximo a estadia sem pensar em nada.


2. O primeiro passo: Do Briefing à Primeira Proposta


Equipa de DMC a trabalhar


Tudo começa com o primeiro contacto. Geralmente, uma agência, empresa ou um cliente nacional/internacional, comunica um pedido simples por email ou telefone, com datas, número de pessoas e uma ideia geral do programa. É aqui, que se inicia o verdadeiro trabalho de uma empresa de DMC. A recolha de informação vai muito além do briefing inicial. Um DMC, necessita de compreender motivações de viagem, os objetivos da viagem ou evento, o perfil do grupo, o orçamento disponível, as datas exatas, as expectativas, e principalmente o tipo de experiência pretendida.

Por exemplo, uma empresa francesa contacta um DMC para organizar uma viagem de incentivo para 20 colaboradores em Madrid e Toledo durante quatro dias. No briefing inicial, apenas fornece datas, número de participantes e pedido de hotel e transporte. No entanto, após contacto com o cliente, o DMC percebe que o grupo é de uma empresa de arquitetura e procura experiências ligadas ao património histórico.

Assim, a proposta deixa de ser um programa turístico comum e passa a incluir visitas privadas ao centro histórico de Toledo, atividades culturais e um jantar num espaço histórico em Madrid. Este é apenas um de muitos exemplos que mostra que o briefing inicial é apenas o ponto de partida, sendo essencial aprofundar as necessidades para criar uma proposta ajustada ao cliente.


3. A Arte de Criar e Planear


Colaboradora Living DMC a criar itinerario


Após o alinhamento inicial, entra-se na fase de criação e planeamento, onde o DMC transforma as necessidades do cliente num programa concreto. Cada itinerário é pensado ao detalhe, criando experiências únicas para cada grupo, escolhendo os parceiros certos e equilibrando criatividade com organização.

Imaginemos a seguinte situação: uma família indiana de cinco pessoas viaja durante 10 dias pelo Sul de Portugal, combinando cultura, gastronomia e descanso, num itinerário criado por uma empresa DMC. A viagem começa em Lisboa, passa pelo Alentejo e termina no Algarve. Ao longo do percurso, o DMC planeia e coordena experiências exclusivas adaptadas ao perfil dos viajantes. Em Lisboa, isso pode incluir passeios por bairros históricos como Alfama e provas gastronómicas tradicionais. No Alentejo, visitas privadas a herdades e adegas perto de Évora, com almoços vínicos e acesso a espaços normalmente fechados ao público. E no Algarve, atividades como passeios de barco a partir de Lagos, exploração de grutas e praias escondidas. Ou atém mesmo visitas a quintas de azeite e workshops gastronómicos.

Por detrás desta experiência bastante completa e diversa, existe um trabalho operacional intenso e invisível. O DMC planeia cada etapa ao detalhe transformando a ideia de viagem numa operação integrada, garantindo conforto, personalização e menos imprevistos para o cliente.


4.
O Valor da Rede Local


Colaborador Living DMC a cumprimentar gerente de hotel


Um dos maiores ativos de uma empresa de DMC é a sua rede local. Em Portugal e em Espanha esta rede local resulta de anos de parcerias, com hotéis, empresas de transportes, restaurantes, atividades pouco comuns, guias, transportadoras e fornecedores especializados.

Num circuito de dez dias por Barcelona, Valência e Sevilha, pode ser difícil garantir entradas para espetáculos de flamenco em tablaos de referência, sobretudo para grupos grandes e em época alta. Um DMC (Destination Management Company) assegura reservas antecipadas e, caso não haja disponibilidade, apresenta alternativas de qualidade equivalente e reorganiza rapidamente o transporte e o itinerário.

Num programa de enoturismo em Portugal de nove dias pelo Douro, Alentejo e Porto, com estadias em quintas vínicas e provas guiadas por enólogos, a elevada procura, especialmente na época das vindimas, pode exigir reservas muito antecipadas. Aqui, o DMC também ajusta horários e encontra alternativas em caso de imprevistos (como atrasos no transporte), garantindo que a qualidade da experiência do cliente não é comprometida.


5.Comunicação constante que ninguém vê


Colaborador Living DMC ao telefone


Uma das áreas mais invisíveis do trabalho de um DMC é a comunicação permanente que acontece antes e durante toda a operação. Mesmo quando o grupo já está no destino, a equipa continua a acompanhar tudo em tempo real, ajustando horários, lidando com imprevistos e articulando-se constantemente com hotéis, transportes, restaurantes e outros parceiros locais.

Por exemplo, um programa de sete dias às Ilhas dos Açores, São Miguel e a Terceira, imagine que o grupo tem um voo de ligação entre Ponta Delgada e Angra do Heroísmo, atrasado há 3 horas devido ao mau tempo. Nesse mesmo dia estava previsto um almoço reservado num restaurante local às 13h00, seguido de uma visita ao Algar do Carvão às 15h00 e um transfer para o hotel no final da tarde. Com este atraso a equipa de DMC necessita de contactar com o máximo de rapidez a empresa de transportes para alterar o horário do transfer; negociar com o restaurante o adiamento do almoço para ficar para mais tarde; e claro confirmar com o guia local se é possível a visita ficar para mais tarde, ainda pode acontecer, ou trocar por outra atividade.

Ao mesmo tempo, o profissional de DMC mantém o cliente informado, enquanto reorganizam toda a sequência do dia, de forma que o grupo chegue ao destino com o mínimo impacto na experiência. Para os participantes pode parecer apenas um pequeno ajuste no itinerário, mas nos bastidores, isto implica diversas decisões e contactos em cadeia, no mínimo espaço de tempo.



6.
No inicio e durante a Viagem


Colaboradora Living DMC a espera de grupo no aeroporto

Quando o grupo inicia a viagem, a operação entra na fase de execução, onde tudo o que foi planeado começa a acontecer em tempo real. Por exemplo num grupo com pessoas de várias nacionalidades, a Destination Management Company acompanha de forma ativa um grupo de 20 participantes provenientes de diferentes países europeus (por exemplo, Alemanha, França, Itália e Países Baixos), garantindo a receção no aeroporto de Madrid. À chegada, a equipa confirma a lista de passageiros, identifica possíveis atrasos de voos e organiza o primeiro transfer para o hotel, assegurando também que os check-ins decorrem de forma rápida e sem falhas, mesmo quando o grupo chega em horários diferentes.

Num circuito de 14 dias por Espanha, Portugal e Morrocos, o início da operação pode envolver situações concretas como metade do grupo chegar às 10h e a outra metade apenas às 13h devido a ligações aéreas distintas. Nesses casos, o DMC ajusta imediatamente os transfers em dois horários, reorganiza o acolhimento no hotel e adapta o programa da tarde (por exemplo, uma visita panorâmica a Madrid) para que todos consigam participar sem sentir desorganização.

Desta forma, a fase inicial da operação é marcada por coordenação constante e decisões rápidas para garantir que o itinerário começa de forma fluida e controlada. Ou seja, da melhor maneira.



7. Gestão de Imprevistos


Equipa DMC  a trabalhar no escritorio

Apesar de um planeamento cuidado, imprevistos são inevitáveis em operações turísticas. Como atrasos de voos, mudanças meteorológicas, problemas logísticos ou pedidos de última hora. O papel do DMC é resolver estas situações de forma rápida e eficaz, minimizando o impacto para o cliente.

Imaginemos um programa de cinco dias em Palma de Mallorca para um grupo de amigos. No segundo dia, está prevista uma excursão de barco para visitar calas e fazer snorkeling. No entanto, na manhã do passeio, a empresa marítima informa que, devido a vento forte, todas as saídas estão canceladas. Sem esta atividade, o programa ficaria comprometido e poderia gerar frustração no grupo. O DMC atua de imediato, reorganiza o dia, substituindo o passeio de barco por uma experiência alternativa, por exemplo, uma visita a adegas locais com prova de vinhos e um almoço típico numa quinta tradicional. Ajustando tudo de forma discreta e célere.



8.
O Trabalho Não Termina no Final da Viagem


Grupo do Brasil em viagem a Portugal com Living DMC

Depois da viagem terminar, o trabalho do DMC continua através do fecho operacional do projeto. Nesta fase, são confirmados os serviços com os fornecedores, feita a gestão financeira final e a consolidação de todos os custos associados à viagem. Em simultâneo, é recolhido o feedback do cliente, permitindo avaliar o desempenho da operação e identificar possíveis melhorias.

Por exemplo, um grupo de 15 pessoas do Brasil realiza um programa de 18 dias entre Portugal e Espanha. Após a realização, o DMC procede ao fecho do projeto confirmando todas as faturas dos hotéis em Lisboa, Porto, Sevilha e Barcelona, bem como dos transportes e atividades contratadas. Em simultâneo, recolhe testemunhos dos clientes e dos participantes, que partilham a sua experiência sobre a organização da viagem, os serviços prestados e os momentos mais marcantes, como visitas culturais e experiências gastronómicas. Estes feedbacks são analisados internamente para identificar pontos fortes e aspetos a melhorar, contribuindo para a otimização de futuros itinerários e para o reforço da relação com o cliente.


Vale a pena contratar um DMC para Viagens Complexas?

Grupo internacional em viagem a Lisboa com Living DMC


Sem dúvida. Como conseguimos ver o trabalho de uma DMC vai muito além da simples organização de uma viagem. Por detrás de cada itinerário fluido e de cada experiência, existe um processo complexo de planeamento, coordenação e adaptação constante.

Desde o primeiro contacto até ao fecho operacional, cada etapa exige atenção ao detalhe, uma forte rede de parceiros locais e uma comunicação contínua capaz de responder a imprevistos em tempo real. Assim, o verdadeiro valor de um DMC está na sua capacidade de transformar logística complexa em Itinerários personalizados recheados de experiências memoráveis, permitindo que o cliente desfrute da viagem sem se preocupar com os bastidores que a tornam possível.

Se está a pensar realizar a sua próxima viagem a Portugal e Espanha, opte pelos serviços da Living DMC. Com uma equipa de profissionais capazes de ouvir as suas preferências e necessidades e escolher as melhores opções.

Contacte-nos e deixe-se surpreender! 

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